sexta-feira, 13 de novembro de 2020

REBELIÃO E INDEPENDÊNCIA

 ALIMENTO DIÁRIO

SEMANA 4 – SEXTA-FEIRA (páginas 66 e 67)

SÉRIE: DEUS NOS CHAMA PARA O SEU REINO E GLÓRIA

O PODER DO EVANGELHO – EZRA MA E PEDRO DONG
Mensagem: A OBRA DE FÉ – (1 TS 1:3; 2 TS 1:11)
Ministrada por Pedro Dong
Leitura bíblica:

Gn 10:6-11; 11:1-9
Ler com oração:

Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte (1 Pe 5:6).

REBELIÃO E INDEPENDÊNCIA
Após o dilúvio, em Gênesis, vemos um descendente de Cam, filho de Noé, chamado Ninrode (10:6-8). A Bíblia diz que Ninrode se tornou poderoso na terra, um valente caçador diante do Senhor (v. 9). Isso pode parecer algo positivo, mas, na verdade, é um relato negativo. Ninrode foi o primeiro a descobrir que poderia juntar um grupo de pessoas e formar um reino, a fim de exercer domínio sobre elas.
Leiamos: “O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar. Daquela terra saiu ele para a Assíria e edificou Nínive, Reobote-Ir e Calá” (Gn 10:10-11). A primeira cidade que Ninrode edificou foi Babel. Ele também edificou cidades nos arredores e na região de Sinar. Depois disso, foi à Assíria e edificou Nínive e outras cidades ao redor. Ele começou seu reino em Babel, que se tornou posteriormente a Babilônia, e depois edificou Nínive, capital da Assíria. Tanto a Babilônia como a Assíria tornaram-se reinos contrários a Deus. No Antigo Testamento vemos que o reino do Norte, Israel, foi levado para o cativeiro na Assíria, e o reino do Sul, o reino de Judá, foi levado mais tarde para o cativeiro na Babilônia.
O reino edificado por Ninrode foi fundado sob o princípio de tornar o homem totalmente independente de Deus. Embora estivesse desconectado de Deus, ainda restava um respeito, um certo temor da parte do homem para com seu Criador. O reino de Ninrode, porém, visava cortar qualquer ligação com o Senhor, colocando o homem em rebelião contra seu Criador. Foi dessa maneira que surgiu o governo humano.
Em Jeremias, lemos: “Os filhos apanham a lenha, os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para se fazerem bolos à Rainha dos Céus; e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira” (7:18). Essa rainha dos céus era Semíramis, esposa e mãe de Ninrode. Ela tinha tanta influência sobre Ninrode que acabaram casando-se. Semíramis foi a responsável por introduzir a idolatria entre os homens. Vemos, pela história e pela arqueologia, que havia muitos ídolos, tanto nas cidades que Ninrode edificou, como na torre de Babel.
Semíramis se considerava a rainha dos céus. Ela dizia aos homens que Ninrode era o deus do sol e que ela era a deusa da lua. Essa idolatria introduzida por eles visava promover a rebelião contra Deus. O governo humano foi fundado por Ninrode em oposição total a Deus. Era a exaltação do nome do homem, da criatura, em vez da exaltação do Criador. Isso culminou na edificação da torre de Babel.
A torre de Babel foi construída para desafiar a Deus (Gn 11:1-4). Eles achavam que podiam construir uma torre muito alta para se abrigar, caso Deus enviasse outro dilúvio. Além de um desafio ao Senhor, a torre de Babel era a exaltação do nome do homem e a declaração de independência de Deus. Isso tudo aconteceu poucos anos após o dilúvio. O dilúvio ocorreu no ano 2.348 a.C., e a torre de Babel foi construída aproximadamente 175 anos depois. Em pouco tempo, o homem chegou a esse nível de rebeldia e independência. Eis o resultado de o homem desconectar-se de Deus no jardim do Éden.
Estes versículos falam da realeza de Cristo: “Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei” (Sl 2:6-7). Deus constituiu o homem Jesus, Seu Filho Primogênito, como Rei sobre o monte Sião. Mas veja o começo desse salmo: “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas” (vs. 1-3). Essa é uma figura do governo humano. O que os governantes e as nações querem é cortar todo laço que existe entre a criatura e o Criador: “Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas” (v. 3). Isso é algo muito sério e grave, no entanto é o que o governo humano, debaixo da direção de Satanás, quer fazer. Amanhã veremos o caminho que Deus preparou para, mesmo em meio a toda essa situação caótica, reconectar o homem a Si.

Pergunta: Qual é o princípio sob o qual Ninrode edificou o governo humano?

Meu ponto-chave:

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

A CONEXÃO COM DEUS QUE PRESERVOU A RAÇA HUMANA

ALIMENTO DIÁRIO  

  SEMANA 4 – QUINTA-FEIRA (páginas 63, 64 e 65)  

 SÉRIE:  DEUS NOS CHAMA PARA O SEU REINO E GLÓRIA   O PODER DO EVANGELHO – EZRA MA E PEDRO DONG

 Mensagem:  A OBRA DE FÉ – (1 TS 1:3; 2 TS 1:11)  Ministrada por Pedro Dong 
   Leitura bíblica:  

 Gn 6:5-13; Hb 11:1-7

   Ler com oração:  Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé (Hb 11:7).

   A CONEXÃO COM DEUS  QUE PRESERVOU A RAÇA HUMANA  

 O que ocorreu em Gênesis 6 foi muito grave. Havia o risco de Deus perder o homem que criara, e com isso Seu propósito seria frustrado. Contudo nosso Deus não permitiu que isso acontecesse! Em meio a toda essa tragédia, Ele preparou a família de Noé: “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então, se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração” (Gn 6:5-6). Deus percebeu que a contaminação presente na espécie humana faria desaparecer Sua mais importante criação. Ele, então, resolveu dar um basta a essa situação: “Disse o Senhor: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Porém Noé achou graça diante do Senhor” (vs. 7-8). Em meio a essa geração, havia um homem que Deus poderia usar para continuar com Seu plano e preservar a raça humana: “Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus. Gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé. A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra. Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra” (Gn 6:9-13). Não havia mais esperança para essa terra, e o homem, criado à imagem e semelhança do próprio Deus, quase se perdeu. Por meio do dilúvio, Deus acabou com toda essa contaminação e salvou a família de Noé, uma família sem mistura, de raça pura. O fato de o homem ter-se desconectado de Deus foi uma tragédia muito mais séria do que se possa imaginar. O plano de Satanás era corromper a raça humana a ponto de Deus não mais poder usá-la para Seu propósito. Entretanto “Noé achou graça diante do Senhor” (Gn 6:8). Por meio de Noé, o propósito de Deus teve um novo começo. Após a desconexão, a ligação entre Deus e o homem se tornou muito frágil. O Senhor precisava de alguns homens que O temessem e vivessem de forma piedosa, com uma disposição diferente do resto da criação. Havia poucos que se encaixavam nessa descrição; ainda assim, esses poucos mantinham alguma ligação com Deus. Essa ligação, entretanto, não era como aquela conexão inicial, antes da queda, na esfera da criação, e muito menos era a conexão espiritual que o Senhor deseja realizar por meio de Sua vida e natureza. De certa forma, isso trouxe um dilema para Deus. Ele viu que o homem estava em pecado e, por ser um Deus santo, não poderia conectar-se ao homem nessa condição. Por causa de Sua justiça, era-Lhe necessário, antes de tudo, resolver todos os problemas gerados pela desconexão. Além do mais, havia a necessidade de ser atendidas as exigências de Sua glória. Nesse primeiro momento, não havia muito a fazer. Não obstante o Senhor manteve uma ligação, ainda que frágil, com alguns homens. Alguns desses homens aparecem na Epístola aos Hebreus: “Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala” (Hb 11:4). Abel, filho de Adão, era um homem íntegro e justo. Embora desconectado de Deus por causa da desobediência de seus pais, manteve certa ligação com Deus, pois queria ser justo e agradar-Lhe. Continuando: “Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus” (Hb 11:5). Foi no tempo de Enoque que aconteceu o problema da contaminação da raça humana pelos anjos rebeldes. Antes de ser arrebatado, Enoque obteve testemunho de haver agradado a Deus. Isso mostra que ele exercitou a fé e a obediência, pois “sem fé é impossível agradar a Deus” (v. 6a). Quanto a Noé, lemos: “Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé” (Hb 11:7). Todos esses homens mantiveram uma ligação com Deus. Eles temeram a Deus e procuraram agradar-Lhe e fazer Sua vontade. Que o Senhor encontre em nós, assim como encontrou nesses homens, um viver que Lhe agrade e atenda à Sua vontade. 

Pergunta: Qual é a importância de Noé para a raça humana e para o plano de Deus?  
 Meu ponto-chave:

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

CRER E OBEDECER PARA PERMANECER CONECTADO A DEUS

 ALIMENTO DIÁRIO

*SEMANA 4 – QUARTA-FEIRA (páginas 60, 61 e 62)*
SÉRIE: DEUS NOS CHAMA PARA O SEU REINO E GLÓRIA
O PODER DO EVANGELHO – EZRA MA E PEDRO DONG
Mensagem: A OBRA DE FÉ – (1 TS 1:3; 2 TS 1:11)
Ministrada por Pedro Dong
Leitura bíblica:

Gn 6:1-6; Cl 1:13; 2 Pe 2:11
Ler com oração:
Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência (Hb 4:11).

CRER E OBEDECER PARA
PERMANECER CONECTADO A DEUS
No jardim do Éden, enquanto estava conectado a Deus, ou seja, antes da queda, o homem era muito simples. Essa simplicidade traduzia-se em crer na palavra de Deus e a ela obedecer. Mas, quando foi enganado pelo inimigo, o homem desobedeceu ao Senhor e se desconectou Dele. A partir daí, a história da humanidade tornou-se uma história de incredulidade e desobediência a Deus.
A Epístola aos Hebreus nos mostra isso: “Contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade” (3:18-19). Esse trecho diz respeito à geração dos filhos de Israel que caiu no deserto. Essa geração não entrou no descanso, na boa terra de Canaã, por causa de sua desobediência e incredulidade. A partir da queda, o homem, desconectado de Deus, perdeu a simplicidade para com Ele e passou a não crer e a não obedecer à Sua palavra. Por isso essa geração caiu no deserto. Eles só se queixavam e murmuravam contra Deus.
Em nossa vida, devemos fazer o contrário do que fez o povo de Israel. Hebreus diz: “Nós, porém, que cremos, entramos no descanso” (4:3a). Quando cremos e obedecemos, permanecemos conectados a Deus e encabeçados por Cristo.
Em Salmos, lemos: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Sl 23:1). Esse é o verdadeiro descanso. Se você for uma ovelha desconectada, desgarrada, nunca terá descanso. Mas, se tem um pastor que cuida de você e que o governa, você terá descanso. Assim que o ser humano decidiu viver por conta própria, desconectando-se de Deus, sua vida se tornou uma grande tragédia.
Foi a partir da queda que o homem se desconectou de Deus e passou a viver por conta própria. Sua conexão deveria ser com a árvore da vida, que representava o próprio Deus, mas o homem conectou-se à árvore do conhecimento do bem e do mal. Aparentemente, o ser humano é quem toma as próprias decisões; na verdade, ele está nas mãos do inimigo, Satanás. O homem desconectado foi levado do jardim do Éden para o império das trevas (Cl 1:13).
No Evangelho de João, Jesus disse: “Eu sou o bom pastor” (Jo 10:11a). Ele também disse que “o ladrão vem somente para roubar, matar e destruir” (v. 10a). Esse ladrão é Satanás, e foi ele quem desconectou o homem de Deus. Sua única intenção para com o homem é roubar, matar e destruir.
Existe outra grande tragédia relatada ainda no primeiro livro da Bíblia: “Como se foram multiplicando os homens na terra, e lhes nasceram filhas, vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram” (Gn 6:1-2). Muitas vezes passamos por esse trecho e não lhe damos a devida atenção, mas o que aconteceu nessa passagem quase arruinou o plano de Deus.
Os filhos de Deus, mencionados aqui, eram anjos caídos, dentre os que desobedeceram a Deus e seguiram Satanás em sua rebelião. Deus criou os anjos com força e poder superiores aos dos homens (2 Pe 2:11). Esse grupo de anjos rebeldes viu “que as filhas dos homens eram formosas” e as possuiu. Elas conceberam e deram-lhes filhos (Gn 6:4). Essa mistura corrompeu a espécie humana. Isso foi uma grande ofensa a Deus.
Em sua epístola, Judas diz: “A anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia” (v. 6). Esse estado original refere-se ao estado de força e poder com que os anjos foram criados. Eles deixaram esse estado e se relacionaram com aquelas mulheres. Esse versículo também afirma que eles “abandonaram o seu próprio domicílio”. O domicílio dos anjos não é na terra, mas no céu. Isso ofendeu tremendamente a Deus, que os prendeu “sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia”. Posteriormente eles serão lançados para dentro do lago de fogo.
Essa confusão arquitetada pelos anjos rebeldes foi algo muito sério e visava tornar a raça humana impura e imprestável para o propósito de Deus. Dessa mistura surgiram gigantes, meio anjos, meio homens, conforme descrito neste versículo: “Naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antiguidade” (Gn 6:4). A palavra “gigantes”, em hebraico, é nefilins, que significa “caídos, depravados”. Esses seres eram uma deformidade da natureza. Eles tinham estatura avantajada, eram fortes, e isso causou desequilíbrio de forças entre os homens. Desde então começaram muitas maldades e violência na terra (Gn 6:5). Se tal situação perdurasse muito tempo, essa mistura de raças se espalharia, e o homem criado por Deus entraria em extinção. Por isso o Senhor resolveu enviar o dilúvio para limpar a terra e escolheu um homem para dar prosseguimento a Seu plano.
Pergunta: Qual era a intenção desse grupo de anjos rebeldes em Gênesis 6?
Meu ponto-chave:

terça-feira, 10 de novembro de 2020

O HOMEM FOI CRIADO PARA RECEBER A VIDA E A NATUREZA DE DEUS

 ALIMENTO DIÁRIO

SEMANA 4 – TERÇA-FEIRA (páginas 58 e 59)
SÉRIE: DEUS NOS CHAMA PARA O SEU REINO E GLÓRIA
O PODER DO EVANGELHO – EZRA MA E PEDRO DONG
Mensagem: A OBRA DE FÉ – (1 TS 1:3; 2 TS 1:11)
Ministrada por Pedro Dong
Leitura bíblica:
Gn 2:7, 18; 3:1-6
Ler com oração:
Pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude (2 Pe 1:3).

O HOMEM FOI CRIADO PARA
RECEBER A VIDA E A NATUREZA
DE DEUS
Em sua Segunda Epístola aos Coríntios, o apóstolo Paulo disse: “Zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (11:2). Deus criou o homem como essa virgem pura, que só tinha seu marido em seu coração. Foi com essa simplicidade que o homem foi criado e colocado no jardim do Éden.
No jardim do Éden, “fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gn 2:9). Nesse versículo, vemos que o Senhor fez as árvores “agradáveis à vista e boas para alimento”. Isso mostra que Ele se preocupa com o bem-estar do homem. Ao criá-lo, proveu seu corpo de cinco sentidos: visão, paladar, audição, olfato e tato, que o capacitam a perceber as coisas do mundo exterior.
A mulher tem mais sensibilidade que o homem, e Satanás estimulou essa sensibilidade para enganar Eva (Gn 3:6). Entretanto, nas mãos de Deus, a sensibilidade da mulher é muito útil. O homem foi criado para cumprir a vontade de Deus, mas ele precisa de um complemento (2:18), da ajuda que apenas a mulher lhe pode proporcionar. Por isso o marido deve valorizar sua esposa, pois foi dada pelo Senhor para complementar essa parte sensorial. Os homens são mais diretos e agem muito com a mente, mas as mulheres usam mais a emoção. Homem e mulher complementam-se para servir adequadamente ao Senhor.
A maneira como Deus criou o homem foi diferente dos demais itens de Sua criação. O Senhor Deus formou o homem do pó da terra, um material preexistente. A criação propriamente dita veio do sopro de Deus. Deus soprou-lhe “nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2:7). Por meio de seu espírito, o homem pode conectar-se a Deus. A criação restaurada e o homem criado foram conectados a Deus na esfera da criação. Deus, porém, quer conectar o homem a Si numa esfera, num grau superior. Ele colocou a árvore da vida no centro do jardim, porque tem algo muito maior para o ser humano: Ele quer conectá-lo na esfera do Espírito, a fim de que este receba Sua vida e natureza. Estamos diante de uma grande revelação. Isso é tremendo!
Satanás, no entanto, antecipou-se ao enganar a mulher, fazendo-a comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal; e ela o deu também ao marido (Gn 3:6). Se o homem tivesse comido o fruto da árvore da vida, ele se conectaria a Deus e receberia Sua vida e natureza. Então a vontade eterna de Deus seria feita. Isso, porém, não aconteceu, pois a serpente conseguiu enganar a mulher. Eva tomou a frente ao decidir comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, não permanecendo sob o encabeçamento de seu marido.
Em 1 Coríntios lemos: “Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo” (11:3). Essa é a ordem na administração divina: Deus é o Cabeça de Cristo, Cristo é o Cabeça de todo homem, e o homem é o cabeça da mulher. Quando falamos de nos conectar a Deus, devemos observar essa ordem. Eva e depois Adão desrespeitaram essa ordem. Isso deu origem à maior tragédia do universo. O homem se desconectou de Deus por causa dessa transgressão. Portanto devemos aprender a seguinte lição: ser simples e obedecer à Palavra de Deus. Isso nos guardará das ciladas de Satanás.
Pergunta: Que ordem devemos observar para nos conectar corretamente a Deus?
Meu ponto-chave:

domingo, 8 de novembro de 2020

CONCLUSÃO

 ALIMENTO DIÁRIO

SEMANA 3 – DOMINGO (páginas 52, 53 e 54)
SÉRIE: DEUS NOS CHAMA PARA O SEU REINO E GLÓRIA
O PODER DO EVANGELHO – EZRA MA E PEDRO DONG
Mensagem: UMA VISÃO PANORÂMICA – (1 TS 1:1, 3, 5-10)
Ministrada por Pedro Dong
Leitura bíblica:
1 Ts 4—5
Ler com oração:
Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros (1 Ts 5:12-15)

CONCLUSÃO
Encerraremos com os últimos cinco itens que elaboramos para apresentar uma visão panorâmica dessa primeira epístola aos tessalonicenses.
10. A esperança da vinda do Senhor (1 Ts 4:13-18). Paulo estava preocupado por causa da perseguição durante a qual alguns foram martirizados e morreram. Então apresentou uma esperança que vinha do próprio Senhor, demonstrando-lhes que aqueles que morrem em Cristo estão, na verdade, dormindo (vs. 16-17). Essa é nossa esperança, e vamos perseverar até o fim, consolando-nos com tais palavras (v. 18).
11. Vigilância e sobriedade (1 Ts 5:1-11). O capítulo quinto fala de vigiar e ser sóbrio. Paulo adverte que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite, ou seja, de forma repentina, surpreendendo aqueles que acreditavam estar gozando de paz e segurança (vs. 1-3).
Diversos acontecimentos têm assinalado que os tempos finais estão chegando. No Oriente Médio, apesar de os países no entorno de Israel lhe serem historicamente contrários, fortalece-se um movimento de paz. As Escrituras Sagradas já descreviam esse momento ao fazer menção a um acordo de paz que duraria sete anos. Há uns anos, Anwar Sadat, em nome do Egito, assinou esse pacto. Depois, a Jordânia aderiu ao acordo e, recentemente, os Emirados Árabes. Há notícias de que Bahrein e Omã estão na iminência de assinar o referido pacto. O grande acordo de paz trará segurança e prosperidade econômica. Todavia não devemos iludir-nos, pois isso durará apenas três anos e meio; na metade do período de sete anos, virá o anticristo para quebrar a aliança de paz.
Diante de tais acontecimentos, temos de nos preparar, aproveitando as oportunidades para amadurecer. Não nos distraiamos desfrutando dessa “paz e segurança” temporárias. Somos filhos da luz e do dia, não durmamos como os demais; “pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios” (1 Ts 5:5-6).
Continuando: “Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos em união com ele” (1 Ts 5:9-10). Assim, conectados a Deus, consolemo-nos e edifiquemo-nos re12. Como vigiar? (1 Ts 5:12-22). Aqui temos vários pontos preciosíssimos. Primeiramente, precisamos ter em alta estima os que nos lideram e estão à nossa frente, pois essa postura é essencial para que vivamos em paz. Do mesmo modo, é necessário exortar os insubmissos, consolar os desanimados e amparar os fracos, agindo com toda a longanimidade.
Não retribuamos o mal com o mal, mas sigamos o bem, regozijando-nos sempre (1 Ts 5:15-16). Em nós deve imperar justiça, paz e alegria. Apesar da pandemia da Covid-19 e do isolamento social, não fiquemos cabisbaixos, tristes ou ansiosos, pois temos o Espírito Santo e um Deus que nos reconectou a Si mesmo.
Para vigiar, é imprescindível orar sem cessar (1 Ts 5:17). Além de separar alguns momentos do dia para orar, precisamos estar, a todo tempo, em comunhão com o Senhor.
E também, em tudo, devemos dar graças (1 Ts 5:18a). Eu, pessoalmente, experimentei a grande mudança que ocorreu em minha vida quando parei de reclamar e comecei a dar graças a Deus. Mesmo envolto em muito sofrimento, consegui virar a página do passado, dando graças. Se estivermos conectados ao Senhor, Ele cuidará de nós, pois é o bom Pastor. O resultado é que entenderemos a vontade de Deus em Cristo Jesus e o espírito não se apagará (vs. 18b-19).
As profecias não devem ser desprezadas (1 Ts 5:20); pelo contrário, valorizemos a palavra profética. Para tanto, temos de avaliar o que ouvimos a nosso derredor, retendo o que é bom (v. 21). Se gastarmos nosso tempo ouvindo banalidades, acabaremos não dando importância à palavra do Senhor, pois estaremos com a mente poluída. Outra advertência é para nos abstermos de toda forma de mal (v. 22). Às vezes, embora não estejamos fazendo nada de errado, podemos transmitir uma aparência de mal e comprometer nosso testemunho.

A oração final (1 Ts 5:23-24). Esta é a terceira oração apresentada na epístola e diz: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”. Aleluia pela fidelidade do Senhor! Ele nos chamou e tudo fará.
14. Conclusão (1 Ts 5:25-28). Concluindo essa epístola, Paulo roga aos irmãos que orem por eles, os apóstolos. É importante orar por aqueles que estão à nossa frente, pois são alvo de diversos ataques do inimigo. As orações dos santos revestem e protegem os irmãos líderes para que, como vasos do Senhor, continuem dispensando a palavra de orientação e de direção.
O apóstolo despede-se pedindo aos irmãos que se cumprimentem com ósculo santo (1 Ts 5:26), expressando o amor e carinho que sentia por todos eles. Paulo ainda pediu que a epístola fosse lida a todos os irmãos (v. 27), pois desejava que tivessem a prática de tais palavras.
Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com você, querido leitor. Amém!
Pergunta:
Com essa visão panorâmica de 1 Tessalonicenses, que decisões você vai tomar para se preparar para a vinda do Senhor? Escreva pelo menos três decisões e compartilhe com seus familiares.
Meu ponto-chave:

sábado, 7 de novembro de 2020

O PROGRESSO ESPIRITUAL

 ALIMENTO DIÁRIO

SEMANA 3 – SÁBADO (páginas 50 e 51)

SÉRIE:*DEUS NOS CHAMA PARA O SEU REINO E GLÓRIA
O PODER DO EVANGELHO – EZRA MA E PEDRO DONG
Mensagem: UMA VISÃO PANORÂMICA – (1 TS 1:1, 3, 5-10)
Ministrada por Pedro Dong
Leitura bíblica:
1 Ts 2 —4
Ler com oração:
Outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes (1 Ts 2:13).

O PROGRESSO ESPIRITUAL
Continuando com o esboço que traçamos dessa epístola aos tessalonicenses, vamos avançar para mais seis itens que resumem esse livro maravilhoso.
4. O segredo do progresso espiritual (1 Ts 2:13). Não devemos confiar em nossa capacidade, mas na palavra profética. Ao conviver com o irmão Dong e perceber que o Senhor lhe havia encarregado Seu ministério na América do Sul, concluí que o segredo do progresso espiritual era voltar-se para esse ministério, recebendo fielmente tal palavra. Os irmãos que profetizam a palavra estão procurando ser fiéis a Deus, e não agem com engano nem dolo ou motivação impura. Eles estão, fielmente, entregando a palavra de Deus. Logo, se assim a acolhermos, essa palavra, por si só, vai operar eficazmente em nós e em nossa obra. Este é o caminho: não confiar em nossa capacidade, mas sim na palavra de Deus dispensada por meio dos profetas e dos apóstolos. Isso nos trará o progresso espiritual.
5. A perseguição dos judeus (1 Ts 2:14-16). Nessa porção, Paulo quis consolar os tessalonicenses quanto à perseguição que sofriam. O apóstolo demonstrou que tais fatos ocorreram também na Judeia, onde o próprio Senhor Jesus foi morto em favor de todos. Paulo também não pôde pregar o evangelho aos gentios, pois era restringido pela perseguição dos judeus. Assim, os irmãos foram consolados, entendendo que o que sofriam não era uma marca exclusiva deles.
6. Preocupação pela saída abrupta (1 Ts 2:17 —3:10). Vimos que os apóstolos deixaram a cidade de Tessalônica por causa do tumulto gerado ali. Isso fez doer o coração de Paulo, Silas e Timóteo, porque perceberam que a igreja tinha condições favoráveis para progredir, pois dispunha de recursos humanos e materiais, porém, infelizmente, eles tiveram de partir.
Nos versículos 17 a 19 do capítulo 2, Paulo descreve como desejava reencontrar os irmãos, declarando que eles eram sua esperança, alegria e coroa na vinda do Senhor. Por essa razão, Timóteo foi enviado para ajudar os irmãos, já que Paulo, embora tenha tentado ir por duas vezes, não conseguira.
Quando Timóteo retornou com notícias positivas dos tessalonicenses, o coração de Paulo foi consolado (1 Ts 3:7-10).
7. A segunda oração de Paulo (1 Ts 3:11-13). Paulo ora a Deus para que o Senhor confirme os irmãos em santidade, isentos de culpas e irrepreensíveis na presença de nosso Deus e Pai, até a vinda de nosso Senhor Jesus. Paulo almejava que os tessalonicenses fossem salvos totalmente.
8. Exortação à santidade (1 Ts 4:1-8). Aqui, o termo “santidade” está voltado para guardar o próprio corpo em relação a fornicação, desejo lascivo e sexo ilícito. Isso se fazia necessário, pois a religião grega favorecia muito a prostituição. Havia, por exemplo, as profetisas de Afrodite, deusa do amor e do sexo, que praticavam a prostituição para angariar recursos para a manutenção do templo. Como se vê, os gregos não possuíam um rigor moral. Portanto cabia a Paulo advertir os irmãos de que na vida da igreja não poderiam ocorrer tais fatos, asseverando: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra” (vs. 3-4).
9. Amor fraternal (1 Ts 4:9-12). O amor fraternal é o combustível para a vida da igreja. Sem ele, restam somente regras, e tudo fica muito maçante. Quanto a isso os tessalonicenses eram exemplares: “No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva, porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos que deveis amar-vos uns aos outros” (v. 9).
Pergunta:
Dos seis itens vistos hoje, quais precisam ser mais desenvolvidos em sua vida? Reflita e compartilhe com os irmãos de sua localidade

Meu ponto-chave:

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

UM RESUMO DE 1 TESSALONICENSES

 ALIMENTO DIÁRIO

SEMANA 3 – SEXTA-FEIRA (páginas 48 e 49)
SÉRIE: DEUS NOS CHAMA PARA O SEU REINO E GLÓRIA
O PODER DO EVANGELHO – EZRA MA E PEDRO DONG
Mensagem: UMA VISÃO PANORÂMICA – (1 TS 1:1, 3, 5-10)
Ministrada por Pedro Dong
Leitura bíblica:
1 Ts 1—2
Ler com oração:
Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações (1 Ts 1:2a).

UM RESUMO DE 1 TESSALONICENSES
Vamos hoje começar a expor catorze itens que resumem a Primeira Epístola de Paulo aos Tessalonicenses.
1. Oração de ação de graças (1 Ts 1:1-5). Paulo introduz a epístola dando graças a Deus pela obra de fé, pelo labor de amor e pela perseverança da esperança, destacando a repercussão da conversão dos tessalonicenses na região.
2. Deixando os ídolos, converteram-se a Deus (1 Ts 1:6-10). Apesar de toda pressão cultural e familiar, o evangelho agiu fortemente entre eles, motivo pelo qual deixaram os ídolos e passaram a servir ao Deus vivo e verdadeiro.
3.O proceder dos apóstolos (1 Ts 2:1-12). Essa porção da Bíblia é preciosa demais, pois mostra que nós que servimos ao Senhor temos de aprender a trabalhar com pureza no coração (vs. 3-4). Em nós não há intenção impura ou vontade de enganar alguém. Tampouco visamos ganhar votos, como se estivéssemos em uma disputa eleitoral, nem visamos conquistar fama e popularidade. No entanto, não podemos ignorar que muitas vezes nosso coração é enganoso. Julgamos que estamos servindo ao Senhor, mas há pequenas motivações impuras. Que o Senhor nos ilumine! Precisamos alcançar um nível mais profundo em nosso serviço ao Senhor, retirando de nosso coração todas as impurezas. Satanás foi quem buscou fama, popularidade e negociou para ganhar influência. Quanto a nós, buscamos somente servir ao Senhor.
A todo momento, Deus prova nosso coração para ver se há impureza, dolo, engano, segundas intenções ou motivações impuras. Ao provar nosso coração, Deus almeja aprová-lo para formar um grupo de vencedores que constituirão o filho varão, a fim de trazer o Senhor de volta. É preciso haver um grupo de pessoas cujo coração tenha sido provado e aprovado. Oramos ao Senhor para que nenhuma motivação impura esteja em nosso serviço. Se agirmos com impureza, muitos podem até ser enganados, mas Deus não o será. Deus não encarregará o evangelho aos de coração impuro; Ele só encarrega o evangelho a quem é aprovado.
Além disso Paulo não buscou obter vantagens entre os tessalonicenses (1 Ts 2:5). Do mesmo modo, nosso propósito não é agradar a homens ou obter ganhos financeiros. Desejamos que o Senhor trabalhe em nosso coração nesta época final e levante uma “fortaleza em Sião” composta por aqueles de coração puro.
Em seguida, o apóstolo, abrindo mais seu coração, diz: “Embora pudéssemos, como enviados de Cristo, exigir de vós a nossa manutenção, todavia, nos tornamos carinhosos entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos” (1 Ts 2:7). Como enviados de Cristo, não exigimos nada dos irmãos; pelo contrário, apresentamo-nos como uma mãe que cuida dos filhos. Uma mãe não tem salário ou nenhuma outra vantagem trabalhista, como décimo terceiro, férias ou licença. Mas ela cuida com amor e carinho. Assim deve ser nosso cuidado para com os irmãos e as pessoas que apascentamos. Esse é o labor de amor: cuidar como uma mãe que acarinha os próprios filhos.
Ainda há necessidade de fadiga e labor nestes tempos finais (1 Ts 2:9). Graças ao Senhor por nossas equipes de colportores que estão realizando um belo trabalho nas ruas. Há também vários irmãos que estão a nossa frente, tais como os cooperadores e os irmãos líderes das igrejas, os quais se afadigam em nosso favor e nos servem de modelo. Por fim, leiamos: “Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros, que credes. E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória” (vs. 10-12). Em primeiro lugar está o reino, ou seja, antes de tudo, precisamos reconectar-nos a Deus. A glória é consequência, pois fomos chamados para Seu reino e glória. Aleluia!
Pergunta:
Que tal permitir que o Senhor sonde seu coração?
Meu ponto-chave:

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

A IGREJA É UM ORGANISMO VIVO

 ALIMENTO DIÁRIO

SEMANA 3 – QUINTA-FEIRA (páginas 45, 46 e 47)
SÉRIE: DEUS NOS CHAMA PARA O SEU REINO E GLÓRIA
O PODER DO EVANGELHO – EZRA MA E PEDRO DONG
Mensagem: UMA VISÃO PANORÂMICA – (1 TS 1:1, 3, 5-10)
Ministrada por Pedro Dong
Leitura bíblica:
1 Ts 1:1-10
Ler com oração:


Recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo (1 Ts 1:3).

A IGREJA É UM ORGANISMO VIVO
Terminada a descrição do pano de fundo dessa epístola aos tessalonicenses, daremos início à leitura dos versículos: “Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo, graça e paz a vós outros” (1 Ts 1:1). Nessa passagem, Paulo deixa claro que não estava oferecendo outra religião, mas apresentava um Deus vivo, que é Criador e Pai. Os tessalonicenses creram em um Deus que dispensa vida ao homem. Esse conceito foi muito revolucionário para aquela época.
Certa vez um amado irmão preocupou-se com minha saúde, pois achava que eu estava perdendo o fôlego ao falar. Eu o acalmei, dizendo-lhe que não estava com a Covid-19. Na verdade, eu estava tão afoito como Paulo, querendo mostrar algo que, às vezes, é difícil de expressar. No contexto em que viviam os tessalonicenses, era possível alguém oferecer uma filosofia melhor ou outra religião, mas os apóstolos mostraram um Deus que deseja ser o Pai do ser humano. Não se tratava de uma nova religião, mas de fazer da igreja um organismo vivo, divino e celestial, algo inexistente até então na cultura humana. Para isso ocorrer, é necessário haver “a operosidade da fé”, ou “a obra de fé” (1 Ts 1:3). A fé trabalha, é poderosa, e não se resume a um cartão de entrada para uma religião.
Atualmente, os colportores dinâmicos estão nas ruas contatando pessoas. Muitos, como eu, não podem deixar suas casas em razão do isolamento social, todavia nossos queridos irmãos colportores estão batalhando essa guerra por nós, levando o evangelho do reino por meio dos livros. A distribuição por dia chega a ser de oito a nove mil livros. Por meio do “Posso orar por você?”, milagres têm ocorrido, sendo perceptível a mudança no semblante das pessoas após receber a oração. Se, por um lado, os colportores trabalham rápido para alcançar um maior número de pessoas, por outro, compete a nós, como igreja, vir, em seguida, recolhendo os frutos. Depois de salvas, todas as pessoas precisam fazer parte da igreja em cada cidade.
Não estamos convencendo ninguém a entrar em uma nova religião, mas a receber a vida e natureza de Deus. Lá no jardim do Éden, o homem se desconectou de Deus, e, hoje, Deus quer se conectar ao homem por meio da nova criação. Do iletrado ao mais culto doutor, todos podem receber a vida divina: basta abrir o coração, ouvir a palavra da fé, crer no coração que Deus de fato ressuscitou a Jesus Cristo dentre os mortos e confessá-Lo com a boca. É importante confessar, demonstrando que desejamos nos reconectar a Deus. Desse modo, declaramos que não estamos soltos e entregues à própria vontade, pois temos um Senhor que nos governa: “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10:13). Essa salvação reconecta o espírito do homem a Deus.
Também lemos em 1 Tessalonicenses a expressão “abnegação do vosso amor” (1:3), que traduzimos para “labor de amor”. A expressão grega empregada no texto é kopos, que denota um intenso trabalho com aborrecimento e fadiga. Esse organismo vivo, a igreja, não se forma sem trabalho intenso realizado com fadiga, amor, e, muitas vezes, com aborrecimento, tristezas e lágrimas.
Nesse versículo, traduzimos “firmeza da esperança” para “perseverança da esperança”, pois a esperança é o combustível para a perseverança: “firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo” (1:3b). Graças a Deus, a esperança da volta do Senhor e Seu reino eterno é o combustível para nossa perseverança. Não somos dos que retrocedem, porque temos a esperança que nos dá perseverança.
Paulo, no versículo 5, expõe seu procedimento entre os tessalonicenses. O evangelho não é só palavra ou filosofia, nem se resume à eloquência. Infelizmente, muitos pregadores buscam impactar as multidões com a eloquência humana. Não estamos preocupados com isso, mas estamos focados em divulgar a palavra de Deus de forma saudável. O mais importante é um proceder que demonstre o viver dos que pregam.
Os versículos 6 e 7 indicam que os crentes de Tessalônica sofreram muito para ouvir a palavra e aceitar Jesus. O testemunho deles impactou toda a Macedônia e Acaia, regiões formadas principalmente por cidades gregas. Eles assumiram o risco de ficar isolados da sociedade e sofrer discriminação da família. É admirável como tiveram força e uma conversão tão forte.
Os gregos tinham muitos deuses, um para cada necessidade humana. No Brasil há pessoas que, por exemplo, quando querem se casar, procuram o “santo casamenteiro”. É o mesmo princípio dos gregos, mas nós apresentamos a todos o Deus vivo e verdadeiro.
O versículo 9 ressalta o modo pelo qual os tessalonicenses deixaram os ídolos e se converteram ao Deus vivo e verdadeiro. Não pensem que lhes foi fácil deixar os ídolos, mas a obra de fé lhes deu poder e força. Essa obra de fé é poderosa e nos conduz a servir em uma esfera de labor de amor.
Finalmente, o versículo 10 traz-nos a esperança: “E para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem Ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura”. Essa esperança é que nos dá motivação para perseverarmos até que a igreja amadureça e seja plenamente reconectada a Deus
Pergunta:
Qual destes três aspectos: obra de fé, labor de amor e perseverança da esperança, você precisa desenvolver mais em sua vida?
Meu ponto-chave:

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

A REPERCUSSÃO DA CONVERSÃO

 ALIMENTO DIÁRIO

SEMANA 3 – QUARTA-FEIRA (páginas 43 e 44)
SÉRIE: DEUS NOS CHAMA PARA O SEU REINO E GLÓRIA
O PODER DO EVANGELHO – EZRA MA E PEDRO DONG
Mensagem: UMA VISÃO PANORÂMICA – (1 TS 1:1, 3, 5-10)
Ministrada por Pedro Dong
Leitura bíblica:
At 17:16-30
Ler com oração:
Eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura (1 Ts 1:9-10).

A REPERCUSSÃO DA CONVERSÃO

Para compreender um pouco mais a cultura e a religião dos gregos, relembramos quando Paulo foi para Atenas e, com muito esforço, pregou a respeito de Jesus e Sua ressurreição. Como o assunto gerou grande repercussão, os atenienses conduziram Paulo ao areópago para melhor discutir.
A sociedade da época não aceitava a ideia de haver apenas um Deus, por isso o fato de muitos gregos crerem no evangelho repercutiu em toda a Macedônia. A cultura grega era repleta de imagens de deuses e de deusas, os teatros exibiam histórias da mitologia grega, e a moral era ensinada com os exemplos dos deuses e semideuses. Tudo estava relacionado à religião politeísta. Então, acreditar em um Deus, Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou, era muito contrário à cultura e à religião da época.
Os gregos que creram, sofreram grande discriminação e isolamento da sociedade. O testemunho alcançou diversos lugares, pois a decisão deles foi muito forte. Os gregos não aceitavam o governo de um só homem, de um tirano ou imperador, que se fazia de deus. É válido lembrar que, assim como o Faraó do Egito se julgava um deus, o mesmo ocorria com os imperadores romanos. Isso gerou nos gregos aversão ao domínio de tudo por um só homem. Semelhantemente, transportando esse modelo para a área religiosa, os gregos acreditavam que possuir um único Deus, e não deuses, era um perigo. Satanás incutiu na sociedade humana o conceito politeísta, transmitindo a ideia de que ter um só Deus é perigoso porque seria uma espécie de tirania.
Mesmo assim, Paulo, em Atenas, pregou sobre o Deus único, que criou os céus e a terra, afirmando que Nele todos vivemos, nos movemos e existimos; que é Ele que nos dá vida, o ar para nossa respiração e tudo o mais. Embora esse conceito fosse impossível aos gregos, Paulo não deixou de pregá-lo. Como vimos, os apóstolos enfrentaram problemas religiosos, culturais e políticos, porque pregaram um Rei que assumiria todos os reinos deste mundo e estabeleceria Seu reino eterno. Então podemos imaginar como os gregos e o Império Romano reagiram contrariamente à pregação dos apóstolos.
Passado o período clássico da Grécia Antiga, no século IV a.C., Filipe II da Macedônia dominou a Grécia, que tinha em Atenas um importante centro político e cultural. Após sua morte, seu filho Alexandre, o Grande, deu prosseguimento às conquistas e expandiu muito o império macedônico. Em aproximadamente dez anos, ele conquistou toda a região chegando até a Índia.
Alexandre, o Grande, havia estudado em Atenas, numa escola que seguia a filosofia de Aristóteles. Por essa razão, espalhou, com seu império macedônico, a cultura grega, misturando-a com a cultura oriental dos países conquistados. Essa mistura tornou-se o que hoje é chamado de Helenismo, o berço da cultura ocidental. Por meio da expansão macedônica, a cultura e língua gregas espalharam-se por todos os lugares.
Ao estudarmos a história de Israel, percebemos a razão por que legítimos judeus lutam pela pureza da raça judia, repudiando por completo a helenização, pois visam evitar que a crença judaica se misture com a cultura grega. No entanto alguns judeus ensinavam o grego, em detrimento do hebraico, porque naquela época quem não falasse o grego era considerado bárbaro, e ninguém queria ficar marginalizado. Como todos procuravam aprender o grego, houve a hegemonia da língua e da cultura gregas.
Com todo esse contexto, conseguimos entender ainda mais o ambiente que cercava o período de surgimento da igreja em Tessalônica.
Pergunta:

Por que a política e a religião gregas se opunham à pregação da existência de um único Deus?
Meu ponto-chave:

terça-feira, 3 de novembro de 2020

A OPOSIÇÃO DE JUDEUS E GREGOS

 ALIMENTO DIÁRIO

SEMANA 3 – TERÇA-FEIRA (páginas 41 e 42)
SÉRIE: DEUS NOS CHAMA PARA O SEU REINO E GLÓRIA
O PODER DO EVANGELHO – EZRA MA E PEDRO DONG
Mensagem: UMA VISÃO PANORÂMICA – (1 TS 1:1, 3, 5-10)
Ministrada por Pedro Dong
Leitura bíblica:
At 17:6-10; Rm 16:21
Ler com oração:
Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo, de sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia (1 Ts 1:6-7

A OPOSIÇÃO DE JUDEUS E GREGOS

Conforme vimos ontem, alguns judeus, numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres passaram a crer em Jesus Cristo. Isso provocou a inveja dos judeus de Tessalônica, como bem relata este versículo: “Os judeus, porém, movidos de inveja, trazendo consigo alguns homens maus dentre a malandragem, ajuntando a turba, alvoroçaram a cidade e, assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para o meio do povo” (At 17:5). Os judeus invejosos trouxeram homens maus da malandragem para juntos se opor ao evangelho.
Os judeus queriam prender os apóstolos e levá-los às autoridades, por isso invadiram a casa de Jasom, pois ele os havia hospedado. Jasom é novamente citado como parente de Paulo (Rm 16:21). O termo “parente”, naquele tempo, poderia ser usado para um familiar ou um compatriota, e tanto Paulo como Jasom eram judeus.
Voltando ao episódio ocorrido em Tessalônica, os judeus invejosos, não encontrando os apóstolos, arrastaram Jasom e alguns irmãos perante as autoridades, acusando-os de estar “transtornando o mundo” (At 17:6). O evangelho pregado pelos apóstolos anunciava Cristo como o Filho de Deus, O qual ressuscitou dentre os mortos e voltará para estabelecer Seu reino aqui na terra. Essa pregação era uma novidade e estava transtornando a cultura e a religião da época.
O evangelho que Paulo e Silas pregaram certamente era o evangelho do reino. Sabemos que a queda do homem no jardim do Éden causou sua desconexão de Deus. O evangelho do reino, portanto, não é só para falar sobre o reino de Deus, é também para reconectar as pessoas ao rei Jesus. Isso foi interpretado como uma ameaça política à dominação romana, como lemos: “Todos estes procedem contra os decretos de César, afirmando ser Jesus outro rei” (At 17:7b).
Apesar da grande agitação gerada, Jasom e os demais, após pagar fiança, foram postos em liberdade. Já à noite, os irmãos de Tessalônica aconselharam Paulo e Silas a deixar a cidade, enviando-os para Bereia. Essa saída repentina causou dor no coração de Paulo e de Silas, pois desejavam ter permanecido mais tempo para ajudar a igreja a progredir.
Além da oposição dos judeus, os gregos tampouco se agradavam do evangelho. Os gregos não aprovavam o domínio dos romanos por meio de um único imperador, inclusive a democracia, cuja existência precede a época desse regime de governo, estava em contraposição a esse regime. Como a pregação do evangelho consistia em anunciar um único rei, Jesus, que reinaria sobre todos, os gregos passaram a se opor também.
A religião grega era politeísta, composta por deuses, semideuses, heróis, ninfas e outras figuras da mitologia grega. Sua origem encontra-se no sexto capítulo de Gênesis. Como o homem era o centro (antropocentrismo), cada deus grego tinha uma função, atendendo dessa forma a uma dada necessidade humana. Por isso Paulo escreveu em Colossenses: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria” (3:5). A idolatria é motivada pela avareza do homem, o qual deseja o favor para si, visando ao próprio benefício e enriquecimento. O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males e conduziu o homem a criar uma religião politeísta, para que os diversos deuses atendessem às mais variadas necessidades humanas. Esse era o ambiente da época, muito contrário à existência de um Deus único e verdadeiro.
Assim, tanto os judeus como os gregos que creram em Jesus sofriam grande isolamento religioso e social, enfrentando até dificuldades de conseguir emprego ou realizar negócios. Apesar disso, damos glória a Deus em razão de judeus, gregos piedosos e distintas mulheres terem acolhido as palavras dos apóstolos, dando início à igreja dos tessalonicenses.