terça-feira, 29 de setembro de 2020

LIVRO: O CORAÇÃO DA BÍBLIA O SENHOR ENCORAJA A ABRAÃO E LHE PROMETE UM FILHO

 LIVRO: O CORAÇÃO DA BÍBLIA

DIA: 29/09/2020


SEGUNDA SEMANA – TERÇA-FEIRA (Páginas 39 à 42)


Ler com oração:

Gn 17:1  Quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhe apareceu e disse: "Eu sou o Deus todo-poderoso; ande segundo a minha vontade ­e seja íntegro.


O SENHOR ENCORAJA A ABRAÃO E LHE PROMETE UM FILHO


     Após esses acontecimentos, Deus voltou a aparecer para Abraão, reforçando a promessa da descendência: “A isto respondeu logo o Senhor, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gn 15:4-6). 


A mulher de Abraão era estéril e já havia passado da idade de ter filhos. Porém, mesmo com tudo desfavorável, Abraão creu na palavra de Deus. Isso mostra que em nós mesmos não temos fé; é a palavra de Deus que gera a fé em nós e nos leva a crer. Foi essa fé, gerada pelo falar do Senhor, que foi imputada a Abraão por justiça. 


    Apesar dessa demonstração de fé, Abraão ainda precisava aprender a lidar com sua carne, com seu ego. A carne sempre quer fazer algo para ajudar a Deus, e foi exatamente essa a experiência registrada no capítulo 16 de Gênesis. Sara, sua mulher, resolveu “ajudar” e ofereceu sua serva, Agar, para dar um filho a Abraão (vs. 1-4). Esse é um exemplo de que nossa carne quer ajudar a Deus. Ele, no entanto, não precisa de nossa ajuda. 


    No versículo 16, vemos que Abraão tinha oitenta e seis anos quando Agar lhe deu à luz Ismael. Esse é o último versículo do capítulo 16. Em Gênesis 17:1, lemos: “Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito”. Na história de Abraão, vemos diversos registros das aparições de Deus a ele. Contudo, após esse erro, passaram-se treze anos, e não há registro da aparição de Deus nesse período. Por confiar na carne, Abraão perdeu a presença do Senhor.


     Como vimos, em Gênesis 17 temos a quarta aparição de Deus a Abraão. Dessa vez, o Senhor apareceu a ele como o El Shadai, o Deus todo-poderoso. Essa palavra também pode ser traduzida como “Deus todo-suficiente”. Ele é nosso provedor. Tudo o que precisamos, Deus é. Não precisamos recorrer a nenhum artifício, somente a Deus. Essa foi a lição que o Senhor ensinou a Abraão em Sua aparição, pois ele se havia esquecido de quem Deus é quando aceitou a proposta de Sara. Então, o Senhor lhe apareceu e lembrou que Ele é o El Shadai. 


    Após a quarta aparição, Deus fez uma aliança com Abraão, prometendo multiplicar extraordinariamente sua descendência (Gn 17:2-8). Nos versículos 15 a 22, o Senhor volta a encorajar Abraão e reforça Sua promessa, dizendo que o filho que ele teria com Sara, Isaque, seria seu herdeiro, e com ele Deus faria Sua aliança (vs. 16, 19). Ao ouvir isso, Abraão se prostrou em terra e riu, pois ele e Sara já estavam com a idade avançada (v. 17). Olhar para as circunstâncias é sempre um obstáculo para nossa fé e faz brotar dúvidas em nosso coração, como aconteceu com Abraão. Aqui, a fé de Abraão e de Sara ainda não era forte o suficiente; mas, cada vez que ouviam o falar de Deus, sua fé se fortalecia um pouco mais. 


    No início do capítulo 18 de Gênesis, vemos mais uma aparição do Senhor a Abraão (vs. 1-21). Nessa visita, o Senhor disse que voltaria dali a um ano, e Sara daria à luz um filho. Ela estava dentro da tenda, ouvindo a conversa, e riu no seu interior por causa da sua idade e da idade de Abraão. O Senhor, então, perguntou: “Por que se riu Sara, dizendo: Será verdade que darei ainda à luz, sendo velha? Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil? Daqui a um ano, neste mesmo tempo, voltarei a ti, e Sara terá um filho” (vs. 13-14). Não há nada que seja demasiadamente difícil para Deus. Ele pode fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos (Ef 3:20). O problema é que nossos pensamentos ficam condicionados às coisas terrenas. Precisamos mudar nossa oração. Não queremos limitar o Senhor. Muitas vezes, nossa oração é influenciada pela limitação humana. Por isso precisamos exercitar nossa fé. 


ABRAÃO INTERCEDE A DEUS POR LÓ:

 A DESTRUIÇÃO DE  SODOMA



     Ao final da conversa, o Senhor resolveu compartilhar com Abraão o que faria com Sodoma (Gn 18:16-21). Após descobrir que Deus destruiria a cidade, Abraão começou a interceder por Ló. Esse é o coração que devemos ter: interceder pelos nossos irmãos. Abraão, então, iniciou uma espécie de negociação com o Senhor. Ele começou dizendo: “Se houver, porventura, cinquenta justos na cidade, destruirás ainda assim e não pouparás o lugar por amor dos cinquenta justos que nela se encontram?” (Gn 18:24). O Senhor respondeu que, se achasse cinquenta justos, pouparia a cidade por causa deles (v. 26). Então Abraão foi diminuindo a quantidade até chegar a dez justos, e o Senhor confirmou que, se houvesse dez justos na cidade, não a destruiria por causa deles (v. 32).


    O capítulo 19 de Gênesis conta o final da história de Ló. Os anjos foram a Sodoma e tiraram Ló, sua mulher e suas filhas de lá, antes de destruírem a cidade (vs. 1-17). Contudo, ao olhar para trás, ignorando a advertência dos anjos, a mulher de Ló virou uma estátua de sal (v. 26). Depois, as duas filhas de Ló, achando que ficariam sem descendência, resolveram ter filhos com o próprio pai. Dessa união incestuosa surgiram os povos de Moabe e Amom (vs. 30-38). Tudo isso ocorreu porque Ló escolheu apartar-se de Abraão. Devemos tomar muito cuidado com nossas escolhas, principalmente se elas nos afastarem de Deus. 


O ÚLTIMO  TESTE  DE ABRAÃO: 

OFERTAR  SEU   FILHO  ISAQUE


     Após o nascimento de Isaque (Gn 21), Deus deu o último teste a Abraão, e o mais difícil. Em Gênesis 22, lemos: “Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei” (vs. 1-2). Você aguentaria algo assim? Vemos aqui, claramente, uma figura de como Deus se sentiu quando enviou Seu único Filho para morrer por nós.


    Mesmo diante de um pedido tão difícil, Abraão creu e obedeceu (Gn 22:3-10). Quando Isaque lhe perguntou onde estava o cordeiro para o holocausto, ele respondeu: “Deus proverá” (v. 8). Abraão acreditava que Deus poderia ressuscitar seu filho dentre os mortos (Hb 11:19). Em Romanos 4:17, lemos: “Por pai de muitas nações te constituí, perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem”. Uma vez que a palavra de Deus dizia que em Isaque seria chamada a sua descendência, Abraão creu que Deus o ressuscitaria dentre os mortos; por isso Lhe obedeceu nessa tarefa tão difícil. No final, Isaque foi poupado, porque a fé de Abraão tornou aquela promessa real (Gn 22:11, 12, 16). Isaque foi, figuradamente, morto e ressuscitado. 


    Abraão creu e obedeceu, sua fé lhe foi imputada por justiça, e sua descendência foi abençoada (Rm 4:3; Gn 22:17-18). Hoje, a bênção de Abraão, o Espírito prometido, chegou a todos os filhos de Deus (Gl 3:14). Que possamos crer na palavra de Deus e obedecer-lhe; assim, seremos justificados pela fé e abençoados.