terça-feira, 17 de março de 2015

A PARÁBOLA DO SAMARITANO

Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; e, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele
(Lucas 10:33-34).

A PARÁBOLA DO SAMARITANO

Ferido, espancado, e quase morto por ladrões, este homem é uma figura perfeita de cada um de nós em nossa condição natural. O poder de Satanás tem nos destruído mais do que possamos imaginar, e qualquer tipo de auto-ajuda é tão eficaz quanto foi para aquela vítima. Ele precisava desesperadamente de socorro, e nós também! O sacerdote, detentor da sabedoria religiosa, passou por ele incólume, afinal que tipo de ritual religioso serviria para um ‘pecador’ como aquele? O levita nada fez; ele deveria ser um servo, um obreiro, mas não serviu justamente quem mais precisava.

Mas um samaritano – povo desprezado pelos judeus e considerado inferior – se aproximou do homem e foi movido de compaixão. Isso ilustra de maneira belíssima a misericórdia do Senhor Jesus, embora ele mesmo não fosse samaritano. No entanto, ele sempre foi considerado inferior por Seu povo, os judeus, que O chamaram assim por desprezo (João 8:48).

Tratando das feridas do homem, o samaritano derramou azeite e vinho nelas. Cristo é o único qualificado a tratar das feridas do pecado em nós. O azeite fala sobre o Espírito Santo nos dado por pura graça; o vinho, do sangue de Cristo que nos limpa do pecado e traz júbilo onde só havia miséria, pois vinho é um símbolo de alegria. Colocar o homem em sua própria cavalgadura indica o fato de Cristo ser nosso Substituto, colocando-Se em nosso lugar. A estalagem para a qual o homem foi levado é um tipo da Igreja, a habitação do Deus vivo nesta Terra. O dono da estalagem é uma figura do Espírito Santo que preside a Igreja, e o Senhor nos entregou aos cuidados dEle, como havia prometido, até que viesse outra vez.

Preciosa, maravilhosa provisão da graça!