sábado, 28 de dezembro de 2013

SERVIR EM COORDENAÇÃO COM OUTROS IRMÃOS

ALIMENTO DIÁRIO - SEMANA 6 - DOMINGO - MENS 14


NOSSA ATITUDE PARA COM AS VERDADES
 O ministério que permanecerá até que o Senhor venha (Jo 21:18-23)

Leitura bíblica: At 21:4, 10-12; 22:17-18; 1 Co 12:21-27

Ler com oração:  Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres (Jo 21:18).

SERVIR EM COORDENAÇÃO COM OUTROS IRMÃOS

A quarta característica adicional do ministério do apóstolo João é que ele se coordenava com outros. Leiamos mais uma vez João 21:18: “Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres”. Esse registro feito por João é tremendo! Embora a comunhão tenha sido entre o Senhor e Pedro, João não perdeu tempo em tomá-la para si.
Ao dizer: “Quando eras mais moço”, Jesus estava se referindo à imaturidade de Pedro. Por isso ele se cingia a si mesmo. E “cingir-se”, nesse versículo, descreve um hábito que havia entre os judeus de colocar um cinto de pano quando saíam para trabalhar, caminhar ou viajar. Em outras palavras, cingir-se a si mesmo é o mesmo que não precisar consultar ninguém, não precisar ter comunhão, tomar todas as decisões. Quando, porém, fosse mais velho, Pedro estenderia as mãos. Isso é um sinal de que precisamos dos irmãos. Uma vez agindo assim, outros nos cingirão e nos levarão para onde não queremos.
Aprender a se coordenar com outros é atitude crucial para fazer a vontade do Senhor. A pregação do evangelho do reino através das ferramentas que o Senhor nos deu, do BooKafé, da colportagem, das casas abertas para o BooKafé caseiro, para o lugar de oração, com tantos livros, e das famílias maravilhosas que o Senhor deu para nós na vida da igreja, só terá êxito se nos coordenarmos uns com os outros.
O inimigo, porém, também sabe disso e sutilmente tenta evitar que haja coordenação entre nós. Por isso o Senhor levantou servos para ajudar-nos a manter nossas mãos estendidas para sermos conduzidos para onde Ele quer. Dessa forma, quando visitarmos algum lugar com intuito de falar, pratiquemos o ministério de João. Aproveite para encorajar os irmãos a praticarem a palavra que tem sido ministrada a nós.
A Bíblia é repleta de lições importantes para nós. A experiência, por exemplo, do apóstolo Paulo é repleta de bons princípios e também de advertências. Ao lermos o livro de Atos, podemos inferir que Paulo teve dificuldade para se coordenar com os outros. No início de seu ministério ele não tinha muita paciência para aperfeiçoar outros. Quando estava para fazer sua segunda viagem com Barnabé, ele não quis dar uma nova chance a João Marcos, seu jovem cooperador, pelo fato de tê-los abandonado na primeira viagem. Por causa disso, Paulo e Barnabé tiveram uma grande discussão, que os levou a se separarem (At 15:39-40).
Embora em sua segunda viagem tivera uma boníssima coordenação com Silas, isso não se repetiu na terceira viagem, quando Paulo estava sozinho (19:1). Na ocasião em que Paulo decidiu ir à Jerusalém, houve várias advertências para que não fosse (20:36-38; 21:4, 10-12; 22:17-18). Ele, contudo, não atentou para nenhuma delas. No fim de sua vida, ele mesmo disse que todos os da Ásia o abandonaram (2 Tm 1:15). Mais uma vez, ele ficou sozinho. A razão, entretanto, só o Senhor sabe.
No final da vida de João, no entanto, vemos que ele estava com vários servos (Ap 1:1). Ele era o servo do Senhor e tinha muito servos juntamente com ele. Graças ao Senhor! Essa é a característica do ministério do Espírito e vida, isto é, envolver todos os irmãos. Se estivermos praticando o ministério de João, devemos servir com muitos e muitos irmãos. Se depois de muitos anos de serviço ao Senhor acabamos sozinhos, isso mostra que não estamos praticando o ministério que permanecerá até que o Senhor venha.
O ministério do apóstolo João é, portanto, o ministério do Espírito, da vida, da Palavra, do amor, da luz e das verdades, que são realidades. E com todas as experiências, João seguia os outros, cooperava com outros, edificando sobre o que já tinham feito e estava disposto a se coordenar com todos os demais servos.
Assim como João em sua maturidade, devemos admitir que precisamos uns dos outros. Entre os servos, devemos dizer que precisamos um dos outros; entre marido e mulher, devemos dizer que precisamos um do outro.


Ponto-chave: Aprender a servir em coordenação.

Pergunta: Quais são as diferenças entre o final do ministério de Paulo e o de João?

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