terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A LINHA DAS VERDADES DO APÓSTOLO PAULO

ALIMENTO DIÁRIO - SEMANA 2 - QUARTA-FEIRA


NOSSA ATITUDE PARA COM AS VERDADES
MENSAGEM 18: O ministério da nova aliança [2] – (2 Co 3:12–4:6)

Leitura bíblica:  2 Co 12:1-4; Gl 1:15-17; Ef 6:17-18; Fp 3:5-6; Cl 1:25

Ler com oração:  O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória (Cl 1:26-27).

A LINHA DAS VERDADES DO APÓSTOLO PAULO

Conforme vimos ontem, no Novo Testamento há duas linhas bem distintas com respeito às verdades. A linha dos apóstolos, cujo conteúdo foi resultado da convivência deles com o Senhor; e a linha de Paulo, que teve origem nas revelações que recebeu.
Paulo não conviveu com o Senhor e tampouco tinha conhecimento da economia neotestamentária. Tratando-se de um judeu zeloso das tradições de seus pais, Paulo (antes chamado de Saulo) era um fariseu radical (Fp 3:5-6). Mesmo sendo tão jovem, ele participou do apedrejamento de Estevão (At 7:58). Contudo, quando estava a caminho de Damasco para prender os que invocavam o nome do Senhor, Este lhe apareceu e lhe fez um chamamento.
Depois de ser batizado, invocando o nome do Senhor, Paulo viveu um pouco a vida da igreja em Damasco. Em seguida, o Senhor o levou ao deserto da Arábia, onde, no terceiro céu, revelou-lhe Sua economia (2 Co 12:1-4; cf. Gl 1:15-17; Ef 1:3-6). Ele era um expert na economia do Antigo Testamento, mas precisava ser equipado com o plano de Deus no Novo Testamento. Pode ser que ele tenha permanecido ali por quarenta dias a exemplo do tempo em que Moisés ficou no monte para receber as tábuas da aliança, e, também do tempo em que Jesus permaneceu com Seus discípulos falando das coisas concernentes ao reino de Deus (Dt 9:9; At 1:3).
Paulo não só obteve a revelação como também foi incumbido de documentar tudo, a fim de anunciar às gerações posteriores o mistério que estivera oculto dos séculos e gerações (Ef 3:1-5; Cl 1:25-27). Como vimos anteriormente, mais da metade dos livros do Novo Testamento são de sua autoria.
Vejamos o quanto de contribuição podemos obter de algumas epístolas do apóstolo Paulo¹ . A Epístola aos Romanos, por exemplo, fala acerca do evangelho de Deus. Esse evangelho diz respeito ao Filho e se desdobra em dois aspectos: como Filho de Davi, ou Filho do Homem, Ele veio em carne para derramar Seu sangue e cumprir as exigências da lei, cumprindo nossa redenção e nos salvando por Sua graça. Como Filho de Deus, Ele nos salva por Sua vida; o propósito de sermos salvos é crescermos na vida de Deus até à maturidade, isto é, até sermos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo (1:1-4; 5:9-10; 8:16-17, 31).
Sob o ponto de vista da economia de Deus e seus detalhes, temos cinco de suas epístolas, as quais comparamos no volume 1 desta série à figura de um avião: a Epístola aos Gálatas, representada pela fuselagem desse avião, trata da visão geral da economia de Deus; Efésios e Colossenses, representadas pelas asas, dão ênfase, respectivamente, ao mistério de Cristo (Ef 3:4-6; 5:32) e ao mistério de Deus (Cl 2:2); a carta aos Filipenses, relacionada com o destino almejado por esse avião, nos apresenta a meta, para nos levar ao prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo (3:14); e Filemom, que representa a pista de decolagem para alcançarmos a meta proposta, aborda como tema principal o amor que devemos ter de uns para com os outros (vs. 5, 7, 9).
A questão, no entanto, é: qual tem sido nossa atitude para com as verdades contidas nessas epístolas? Não podemos nos contentar em apenas “entender” com a mente, mas precisamos ter disposição para praticá-las. A mente é somente a porta de entrada; devemos prosseguir para o espírito, experimentando-as em nosso viver. Quando agimos assim, obtemos espírito e vida das verdades!
Uma maneira muito prática de extrairmos vida das verdades e aplicá-las ao nosso viver é por meio de ler e orar a Palavra. Como, geralmente, praticamos isso nas reuniões da igreja, é possível que sejamos levados a tomar as palavras dos versículos para proclamá-las aos irmãos. Isso não está errado, contudo não se aplica ao ler e orar. Como exemplo, podemos usar 2 Co 3:6: “[Deus] nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica”. Podemos usar este versículo para fazer a seguinte oração: “Senhor, obrigado por me mostrar que a letra mata, mas o Espírito dá vida. Senhor, me ajuda a sair da esfera da letra. Tu sabes que minha mente é muito ativa. Quando leio a Tua Palavra, começo a cobrar dos irmãos e acabo ‘matando-os’. Perdoa-me, Senhor. A Tua palavra diz que o Espírito dá vida, por isso me ajuda a experimentar mais do Espírito”. Esse é apenas um exemplo de como podemos falar com Deus, isto é, orar usando a própria Palavra de Deus; do contrário, estaremos apenas lendo e proclamando a Palavra para os irmãos. Ler-orar é tomar a Palavra de Deus e transformá-la em sua oração. À medida que você lê a Palavra e repete com ênfase o que lê, misture sua leitura à oração para ter comunhão com Deus. Amém!

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